Para ser fã de um cantor nesse início de século XXI, não basta saber de cor e salteado a letra de todas as canções, possuir todos os álbuns e ir a quantos shows forem possíveis. Isso é passado. O fã da geração y tem de provar, em tempo integral, para a maior quantidade de pessoas que conseguir, o quanto idolatra o seu ídolo. Às vezes, "ondas" de comentários sobre determinados artistas tomam conta da web descontroladamente e nos perguntamos: "De onde veio isso?", até percebermos que foi mais uma das artimanhas das centenas de fã-clubes virtuais espalhados pela rede.
Esse tipo de comportamento pode parecer doentio para algumas pessoas, imaturo para outras, ou simplesmente despropositado quando há outros tantos assuntos importantes merecendo uma discussão na arena virtual e sendo deixados em segundo plano. Mas, pensando sob outro prisma, não serão essas pessoas as maiores divulgadoras do trabalho de seus ídolos e da cultura pop brasileira? Será que os hits 'Ai Se Eu Te Pego' de Teló, 'Meteoro' de Luan e 'Balada' (mais conhecido como Tchetcherêrê Tchê Tchê) de Gusttavo fariam tanto sucesso mundialmente se não houvesse toda essa "loucura" virtual promovida pelos fãs?
FONTE: Jornal do Brasil

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